terça-feira, 3 de agosto de 2010

Morte

Já tinha escrito sobre morte no pérolas
mas ela continua e mais presente que nunca
o António disse-nos por fim adeus
o Manuel confronta-se com a sua mortalidade
E cada vez mais tenho uma única certeza
a certeza de que é aqui, agora, já que se vive
que se faz, que se sente
O tempo não passa de um mito
Quanto mais decidimos planos futuros
Menos tempo temos para os viver
E temos que aprender com aqueles que viram mais além
e que têm mais vivências que nós
"Nunca deixar nada por dizer, nada por fazer"
Enquanto meu Professor nunca tive grande empatia com o Manuel
achei-o mesmo arrogante e elitista
Actualmente o Manuel procura encontrar o sentido da vida
que é injusta isso já todos nos tinhamos apercebido
Porque nos rouba pessoas sempre cedo demais
acredito que o Manuel vá vencer este desafio
e confio que o livro que irá publicar
conte não só as experiências "contáveis"
mas também as outras
as histórias daqueles que nada tendo
tudo perderam com uma doença que lhes roubou a vida
Mia Couto escreveu "estar vivo não é viver"
E muitas vezes nós e os outros limitamo-nos a estar vivos
E só nos lembramos de viver quase sempre tarde demais
Por isso aqueles que me criticam por querer viver ao segundo
deixem-se disso
deixem-me viver
e se apenas querem estar vivos ao menos façam o favor de ser felizes

@31/07

1 comentário:

  1. Viver não é mesmo estar vivo. Ou respirar. Isso não basta.
    Há que saber viver. À grande. Em tudo. Ser. Fazer. Acontecer. Ir.

    Um :*

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