um dia gostaria de voltar contigo à Regaleira
de percorrer os túneis de mão dada
de me assustares de propósito
só para te mostrar que já não tenho medo do escuro
nem de espaços fechados
íamos rir das nossas formas disformes, fantasmagóricas
projectadas na luz mínima que existe
iríamos parar na fonte para ver o sol
reflectir na água as nossas imagens
tirar fotos de nós para nós
para colarmos no nosso caderno de vida
e terminávamos nos travesseiros
para adoçar ainda mais a alma
de percorrer os túneis de mão dada
de me assustares de propósito
só para te mostrar que já não tenho medo do escuro
nem de espaços fechados
íamos rir das nossas formas disformes, fantasmagóricas
projectadas na luz mínima que existe
iríamos parar na fonte para ver o sol
reflectir na água as nossas imagens
tirar fotos de nós para nós
para colarmos no nosso caderno de vida
e terminávamos nos travesseiros
para adoçar ainda mais a alma


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