Nunca mais ninguém me chamou Anita
Era um privilégio só teu
Não me lembro se alguma vez te disse que adorava
Tenho saudades de ouvir chamar por mim assim
Uma vez disseste-me que te fazia lembrar um misto de Alice no pais das maravilhas e de Anita
Sempre a querer fazer tudo, aprender tudo, viver tudo e ao mesmo tempo sempre perdida atrapalhada e com medo
Éramos o dia e a noite
Tu a guerreira que vivia o que a vida deixava e mesmo quando não deixava
Era um privilégio só teu
Não me lembro se alguma vez te disse que adorava
Tenho saudades de ouvir chamar por mim assim
Uma vez disseste-me que te fazia lembrar um misto de Alice no pais das maravilhas e de Anita
Sempre a querer fazer tudo, aprender tudo, viver tudo e ao mesmo tempo sempre perdida atrapalhada e com medo
Éramos o dia e a noite
Tu a guerreira que vivia o que a vida deixava e mesmo quando não deixava
Tu enganavas a vida, a doença
Eu sempre parada como se fosse um porto de abrigo quando a tempestade te fustigava demais
O dia e a noiteEu sempre parada como se fosse um porto de abrigo quando a tempestade te fustigava demais
A tua protecção meu anjo
Nunca me deixaste cair
Sinto tanto a falta de dançar
dançar até o corpo doer
até não haver dia nem noite
e o tempo ser apenas um pormenor maldito
Mas como posso dançar se a alma está vazia
se me perdi e nunca mais encontrei o caminho de volta
Cabeça demasiado cheia
Corpo pesado e cansado
a sentir a falta
da emoção e da sensação
um dia por ti e por mim também voltarei a ser a Alice, a Anita e a guerreira
uma noite voltarei a dançar pela vida
voltarei a ser leve

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