segunda-feira, 6 de abril de 2015

num profundo estado de não saber
de ficar sem estar
de sorrir sem sentir
de caminhar sem sair do mesmo lugar
de sentir o tempo a passar por entre os dedos
e de nada poder fazer a não ser esperar
que os dias se tornem maiores
que o sol volte
que os meses passem e que no final
o sono e os sonhos voltem
quando sabemos que não podemos voltar
e quando seguir em frente doí
quando sabemos que temos tudo
e não sentimos nada
quando tentamos viver
e limitamo-nos a estar vivos
e quando as nossas ilusões
se esfumam no passo dos dias
quando aquilo que poderia ser
não existe
e nada faz sentido
quando a nossa melhor companhia são estranhos
sabemos que sem querer partimos
sem termos escolhido de forma consciente
já não estamos
e não voltamos
nunca se volta ao sitio de onde se partiu
porque quem volta vem diferente
e quem ficou também alterou a sua forma de estar
como diz um ditado "quem muito se ausenta um dia deixa de fazer falta"


Sem comentários:

Enviar um comentário