quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Demasiado tempo

Demasiado tempo longe daqui
escrevo e guardo
ou nem escrevo porque o tempo escassa
primeiro passo
comprar um mini-me
segundo passo
recuperar histórico
e transpor o que foram estes últimos meses

voltar à vida
a respirar
a ser eu
parte quem quer
fica quem gosta
ainda bem
as coisas simples demais aborrecem
as complicadas desgastam
nunca satisfeitos

ser leve ou ser livre?

mandar tudo ao ar
ficar com aquilo que valer a pena
tudo o mais é nada
é lixo
atrapalha e atrasa-nos
não precisamos entender
mas sim aceitar
o que é inexplicável
o antes e o depois
num balanço intermitente
crescemos em direcção à luz
cambiamos
levantamos a cabeça
enchemos a alma de sorrisos
dizemos adeus a quem fica
a vida continua além
nos amanheceres
nos entardeceres
nos gestos e nos sons
de nós para nós
para os outros

Pedem-se explicações demais
como se tudo tivesse um como, um porquê
just because
porque me apetece
porque sim

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