Vendemos imagens construidas
Negamos o sentido
Ignoramos o saber
Somos práticos, pragmáticos
Roçamos o egoísmo
Não queremos saber do que dói
Do que atormenta
Não perder um minuto
Pedem-nos caridade
Pedem-nos que nos demos
Que sejamos inteiros
Numa altura que vivemos aos bocados
Num pára arranca despropositado
Queremos receber tudo sem dar nada
Porque não temos nem tempo nem que dar
Sermos nós devia ser suficiente
Mas há quem queira sempre mais
E curiosamente esses são os que dão menos
@09/07
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